Fiz essa make ,postarei em breve no blo www.temporadapink.blogspot.com
| — | Tô quebrando minha promessa, desistindo de você. |

Você disse “acredita em mim, eu não vou fazer de novo, te prometo, juro por tudo o que é mais sagrado” e logo me deu um beijo na testa. No inicio fiz biquinho, mas não resisti e envolvi seu corpo em meus braços. Fomos pra sua casa, porque pra minha o meu pai lhe odiava de corpo e alma, e nunca que iria deixar você colocar os seus pés porta adentro. Chegamos lá, sua mãe me olhou com uma cara de tacho, eu não entendo o porquê de ela me odiar tanto assim. Bom pelo menos compartilhamos o mesmo sentimento; nunca gostei dela, cara de falsa, sorriso irônico, perfeita bruxa pra atormentar. Só vi pelo canto do olho quando estava indo em direção ao seu quarto, ela fazendo sinal da cruz em direção a mim. Xinguei-a mentalmente, desejei uma morte dolorosa, e muito, muito lenta. Entramos em seu quarto, que por sinal parecia mais um lixão do que um quarto de um ser humano decente. Você disse pra não reparar na bagunça porque não havia dado tempo pra arrumar – mais uma mentira sua, ontem você disse a mesma coisa para mim, não se lembra não? Acenei que sim com a cabeça dando sinal de desdém, e logo sentei em cima de suas roup..ops! Eu quis dizer sua cama. Tu sentaste ao meu lado e logo perguntou se eu estava bem, de novo acenei que sim com a cabeça, e dei uma longa arfada como sinal de contrariedade. Tu se levantaste da cama e parou de pé bem na minha frente, logo de inicio, continuei com a minha cabeça para baixo, mas mesmo assim, eu podia sentir os seus olhos pregados em direção a mim. Perguntei-te o que havia acontecido, e você fez mil sinais com a cabeça de um “não”. Ficamos assim, um bom tempo assim, em silêncio no quarto, enquanto sua mãe batia as panelas na cozinha por pura provocação. “Não dá pra continuar assim, não desse teu jeito de ficar calada toda a hora” – Você disse assim, sem medir palavras, sem medir o tom pra falar comigo, me despejou todo rancor que tinha sei lá por quem, pra cima de mim. Você foi em direção à janela para olhar os prédios que cercavam sua casa, como uma desculpa pra não ver qual seria a minha reação. Você e suas desculpas. Rei das desculpas. Fiquei pensando em algo pra dizer, ou no que não dizer. Só passou a nossa história como um filme em minha cabeça na hora. Na minha cabeça veio àquelas discussões nossas, que por sinal, quem sempre provocava era você, e a madre Tereza era eu. Sempre eu. Sempre. Veio na mente as suas promessas que me encantavam, e me ganhavam como comprar uma criança com um docinho qualquer – fácil demais. Veio-me na mente também, aquele dia que você me trocou por um vídeo game quando suas desculpas eram de “minha mãe precisa de mim, desculpa”. Eu aceitava, sempre aceitava. Veio-me na mente também todas as vezes que você dizia “eu te amo” sempre parecia com menosprezo, ou como se você não sentisse o que tu dizias. Tirei todas essas lembranças de minha cabeça, e parei só pra focar no agora, no que estava acontecendo conosco. Estávamos em completa ruína. Estávamos nos nossos escombros tentando restituir o que não tinha mais volta. Na verdade eu estava assim, eu estava tentando salvar algo de nós dois, recuperar o tempo. Fazer você me querer como eu o queria; fazer você me desejar o mesmo tanto, ou mais do que eu o desejava. Fazer você voltar a sentir amor por mim, se é que algum dia sentiu. Mas cá entre nós, diga-me dá pra plantar algo em uma terra seca, diga-me dá pra plantar? Impossível não é? Pois bem, é assim com você. Tu não sabes o quanto me dói constatar e aceitar esses fatos. Porra eu fiz tudo por nós, tudo mesmo. E você o que tu fez? Não soube lutar pela gente, não soube lutar com os nossos erros. Não fez nada pra que o nosso relacionamento não entrasse em declínio. Nada. Absolutamente nada. Seus ombros caem, minha demora pra dizer algo, ou pelo menos dar algum sinal de vida começa a te afetar. Você vira para mim, acena com as mãos pra ver se eu diria algo, ou ficaria calada como sempre estive. Você nunca entendeu o “porquê” de eu ficar sempre calada. E eu nunca entendi o “porquê” de tu falava tanto quando tudo o que você dizia era da boca pra fora. “Como você disse, não dá pra continuar assim, não desse teu jeito de mentir na cara dura” – Levantei-me e fui-me embora, mostrei o dedo para sua querida mãe, bati a porta da sua casa para todos ouvirem, arrumei meus cabelos.. e fui viver. Fui viver. - Objetivar
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Ela: — Você sempre anda com o celular. Por que deixou ele tocar mais de três vezes? Eu só ia perguntar se você tomou seu remédio. E se tomou pelo menos dois litros de água. E se passou repelente antes de dormir. E se tomou banho depois do futebol. E se respondeu todos os seus e-mails importantes. E se pensou em mim. Um pouquinho. Dois pouquinhos. Ou um dia todo. Tudo bem, calma. Não se irrite, não desliga já não. Eu, na verdade, queria pedir o telefone daquele seu amigo que eu sempre achei bonitão, com aquele mega sorriso, barba mal feita e ainda usava golo pólo. Ele sempre foi melhor que você, não é? Fiquei com ele esses dias. Mas passei meu número errado e a gente perdeu o contato. Sabe o que ele usou no nosso primeiro encontro? Bermuda jeans. E abriu a porta do carro pra mim. Já você, usou aquelas bermudas de praia em pleno inverno e me carregou na garupa da sua bicicleta. Melhor ainda, ele segurou minha mão, usou um perfume doce e não exagerou na quantidade. Nunca o vi de regata. E os pais deles me acharam linda. Você acredita que ele até me pagou um almoço? E falou que eu conseguia manter a beleza comendo. Ele não se preocupou em olhar as garotas de shorts curtos. Nem mexeu no celular durante o encontro. O gosto musical dele é ótimo. E ele ainda topou em ver filmes de romance comigo. O cara é um príncipe. Não reclamou da minha risada escandalosa. Riu da minha piada sem graça. Limpou minha boca suja de sorvete e eu ainda passei o numero errado pra ele. Só porque o filha da puta não era você. Só porque ele não usava aquele seu perfume fedido. Só porque a gente não caiu na gargalhada depois que eu tropecei. Só porque aquelas blusinhas da Calvin Klein não eram as suas camisetas com campanha pra liberar a maconha sendo que você nunca tinha fumado nem narguilé. Eu passei a porra do telefone errado pro cara certo, esperando que a porra do cara babaca filha da puta ligasse pro número certo no meio da noite e falasse que tava tocando aquela música brega no rádio. Mas é que infelizmente quando ele abriu a porta do carro pra mim eu quis voltar no dia que você me pegou de bicicleta depois do cursinho de inglês e a gente foi parar numa praia sem areia. Por que diabos, eu tenho que preferir você rindo da minha boca suja do que ele limpando? Dá pra você me fazer o favor de tirar da minha cabeça esse seu sorriso amarelo e mais lindo do mundo? Dá? Pode ser? Eu tô precisando seguir minha vida, então para de postar nessas suas redes sociais que você tá seguindo a sua que me dá a porra de vontade de seguir você, pra gente casar no civil porque você morre sufocado dentro da igreja. Me faz a porcaria do favor de sumir de mim? Porque tá dificil carregar o fardo de babaca que ligou pro ex as 14h do dia 12 de Dezembro só pra comemorar os meses que eles não fazem mais, esperando que ele interrompa ela falando essas milhares de besteiras sem usar virgula, e pedir pra voltar, pode fazer isso logo?
— Desculpa, é a namorada dele aqui. Você quer deixar mais algum recado?




